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Meloxicam Melpor ® 7,5 mg Comprimidos

Meloxicam Melpor ® 15 mg Comprimidos

Meloxicam

meloxicam 

Folheto Informativo

Leia atentamente este folheto antes de tomar este medicamento.

  • Conserve este folheto. Pode ter necessidade de o reler.
  • Caso tenha dúvidas, consulte o seu médico ou farmacêutico
  • Este medicamento foi receitado para si. Não deve dá-lo a outros; o medicamento pode ser-lhes prejudicial mesmo que apresentem os mesmos sintomas.
  • Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico.

Neste folheto: 

  1. O que é Meloxicam Melpor e para que é utilizado 
  2. Antes de tomar Meloxicam Melpor
  3. Como tomar Meloxicam Melpor
  4. Efeitos secundários possíveis 
  5. Como conservar Meloxicam Melpor
  6. Outras informações 

 

1. O que é Meloxicam Melpor e para que é utilizado

Meloxicam Melpor é um fármaco anti-inflamatório não esteróide (AINE) da família dos oxicans, com propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antipiréticas.

A actividade anti-inflamatória de meloxicam foi comprovada em modelos clássicos da inflamação. À semelhança do que se verifica com os outros AINE, desconhece-se o seu mecanismo de acção exacto. Todavia, existe pelo menos um mecanismo de acção comum partilhado por todos os AINE (nos quais se inclui o meloxicam): inibição da biossíntese das prostaglandinas, conhecidas mediadoras da inflamação.

Meloxicam Melpor é utilizado para: 

  • Tratamento sintomático de curta duração das exacerbações de osteoartroses.
  • Tratamento sintomático a longo prazo de artrite reumatóide ou da espondilite anquilosante.

 

2. Antes de tomar Meloxicam Melpor

Não tome Meloxicam Melpor 

  • se tem alergia (hipersensibilidade) ao meloxicam ou a qualquer outro componente de Meloxicam Melpor (ver secção 6 “Outras informações” para a lista completa de outros componentes);
  • se está nos últimos três meses de gravidez ou a amamentar;
  • se tem história de hemorragia gastrointestinal ou perfuração, relacionada com terapêutica anterior com AINE;
  • se tem úlcera péptica/hemorragia activa ou história de úlcera péptica/hemorragia recorrente (dois ou mais episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovada);
  • se tem insuficiência hepática grave;
  • se tem insuficiência renal grave não submetida a diálise;
  • se tem hemorragia gastrointestinal, história de hemorragia vascular cerebral recente ou outras doenças hemorrágicas;
  • se tem insuficiência cardíaca grave;

Meloxicam Melpor não deverá ser administrado em crianças e adolescentes com idade inferior a 16 anos e em doentes que tenham desenvolvido sinais de asma, obstrução nasal devido a tumefacções no interior do nariz (pólipos nasais), inchaço súbito da pele ou mucosas incluindo na zona dos olhos, face, lábios, boca ou garganta (edema angioneurótico) ou erupções cutâneas (urticária) após a administração de ácido acetilsalicílico ou de outros AINE.

Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor 

A utilização de meloxicam no tratamento de doentes que requeiram alívio imediato da dor aguda não é apropriado.

  • A administração concomitante de Meloxicam Melpor com outros AINE, incluindo inibidores selectivos da ciclooxigenase-2, deve ser evitada. 
  • Se tem história de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca a administração de Meloxicam Melpor deve ser feita com precaução. Pode ocorrer indução da retenção de sódio, potássio e água e interacção com os efeitos dos diuréticos, com AINE. Adicionalmente, pode ocorrer uma diminuição do efeito anti-hipertensivo dos medicamentos anti-hipertensores (ver secção “Ao tomar Meloxicam melpor com outros medicamentos”). 
  • Se tem problemas cardíacos, sofreu um AVC ou pensa que pode estar em risco de vir a sofrer destas condições (por exemplo se tem a pressão sanguínea elevada, diabetes, níveis elevados de colesterol ou se é fumador) deverá aconselhar-se sobre o tratamento com o seu médico ou farmacêutico.
  • Os idosos apresentam uma maior frequência de reacções adversas com AINE, especialmente de hemorragias gastrointestinais e de perfurações que podem ser fatais (ver secção “Não tome Meloxicam Melpor”).
  • Se apresentar quadros de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal: têm sido notificados com todos os AINE casos de hemorragia, ulceração e perfuração gastrointestinal potencialmente fatais, em várias fases do tratamento, associadas ou não a sintomas de alerta ou história de eventos gastrointestinais graves.

O risco de hemorragia, ulceração ou perfuração é maior com doses mais elevadas de AINE, em doentes com história de úlcera péptica, especialmente se associada a hemorragia ou perfuração (ver secção “Não tome Meloxicam Melpor”) e em doentes idosos. Nestas situações os doentes devem informar o seu médico sobre a ocorrência de sintomas abdominais e de hemorragia digestiva, sobretudo nas fases iniciais do tratamento.

Nestes doentes, o tratamento deve ser iniciado com a menor dose eficaz. A co-administração de agentes protectores (ex: misoprostol ou inibidores da bomba de protões) deverá ser considerada nestes doentes, assim como naqueles que necessitem de tomar simultaneamente ácido acetilsalicílico em doses baixas, ou outros medicamentos susceptíveis de aumentar o risco de úlcera ou hemorragia gastrointestinal, (ver secção “Ao tomar Meloxicam Melpor com outros medicamentos”).

Recomenda-se precaução em doentes que recebam medicação concomitante, que poderá aumentar o risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal, nomeadamente heparina como tratamento curativo ou administrado em idosos, anticoagulantes, tais como a varfarina, ou outros anti-inflamatórios não esteróides, incluindo ácido acetilsalicílico em doses com acção anti-inflamatória (≥ 1g como toma única ou ≥ 3g como dose diária total) (ver secção “Ao tomar Meloxicam Melpor com outros medicamentos”).

Em caso de hemorragia gastrointestinal ou ulceração (que causa dor abdominal) em doentes a tomar Meloxicam Melpor o tratamento deve ser interrompido.

  • Deverá investigar-se a existência de antecedentes de inflamação do esófago (esofagite), visando garantir a sua cura total antes de se iniciar a terapêutica com meloxicam. Por rotina, deverá prestar-se atenção ao possível início de uma recorrência em doentes tratados com meloxicam apresentando antecedentes deste tipo.
  • Os AINE devem ser administrados com precaução em doentes com história de doença inflamatória do intestino (colite ulcerosa, doença de Crohn), na medida em que estas situações podem ser exacerbadas (ver secção “4. Efeitos secundários possíveis”).
  • Se desenvolver reacções cutâneas graves associadas à administração de AINE o tratamento com Meloxicam Melpor deve ser interrompido aos primeiros sinais de erupção cutânea, lesões das mucosas ou outras manifestações de alergias (ver secção “Efeitos secundários possíveis”). Aparentemente o risco de ocorrência destas reacções é maior no início do tratamento, sendo que na maioria dos casos estas reacções se manifestam durante o primeiro mês de tratamento. 
  • Em casos raros, os AINE podem provocar alterações na estrutura do rim com casos de inflamação dos rins (nefrite intersticial e glomerulonefrite), morte de algumas células renais (necrose medular renal) ou síndroma nefrótico.

Em doentes com insuficiência renal grave sujeitos a hemodiálise, a dose de meloxicam não deve exceder os 7,5 mg. Não é necessária redução da dose em doentes com insuficiência renal ligeira ou moderada (isto é, em doentes com depuração da creatinina superior a 25 ml/min). É importante que se aconselhe com o seu médico antes de tomar Meloxicam Melpor.

  • À semelhança do que se verifica com a maioria dos AINE, Meloxicam Melpor pode causar aumento ocasional dos níveis das enzimas do fígado no sangue e de outros parâmetros da função hepática, bem como aumento dos níveis de creatinina e ureia no sangue e outras alterações laboratoriais. Caso alguma destas anomalias se mostre significativa ou persistente, deverá interromper a administração de Meloxicam Melpor e deverá consultar o seu médico.
  • Os indivíduos idosos, doentes apresentando insuficiência cardíaca congestiva, cirrose, síndroma nefrótico ou insuficiência renal, bem como em doentes tratados com diuréticos ou em tratamentos concomitantes com medicamentos anti-hipertensores como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA), sartans e antagonistas da angiotensina II, ou doentes submetidos a grande cirurgia conducente a volume sanguíneo reduzido (hipovolémia), poderão ter um risco acrescido de descompensação de uma insuficiência renal oculta. Neste tipo de doentes, torna-se necessária uma monitorização cuidadosa da diurese e da função renal durante a terapêutica (ver secção “Como tomar Meloxicam Melpor” e “Não tome Meloxicam Melpor”). Todavia, a função renal volta ao seu estado inicial quando se suspende a terapêutica com AINE.
  • Não se deverá exceder a dose máxima diária indicada em caso de um efeito terapêutico insuficiente, nem se deverá associar outro AINE à terapêutica, dado que tal poderá aumentar a toxicidade e não apresenta vantagens terapêuticas comprovadas. Na ausência de uma melhoria ao fim de vários dias, o benefício clínico da terapêutica deve ser reavaliado.
  • À semelhança do que se verifica com os outros AINE, o meloxicam pode mascarar os sintomas de uma doença infecciosa latente (por exemplo, febre). Se pensa que pode ter uma infecção deve consultar o seu médico.
  • A utilização de Meloxicam Melpor pode diminuir a fertilidade, não sendo por isso recomendado a mulheres que estejam a tentar engravidar. No caso das mulheres que apresentem dificuldades em engravidar ou cuja infertilidade esteja sob investigação, deve considerar-se a interrupção da terapêutica com meloxicam.
  • Níveis elevados de potássio no sangue (hipercaliémia) podem ser induzidos pela diabetes ou por tratamento concomitante conhecido por aumentar a caliémia. Nestes casos, deve ser realizada monitorização regular dos valores de potássio.

Este medicamento contém lactose. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

Ao tomar Meloxicam Melpor com outros medicamentos 

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver a tomar ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica.

A administração conjunta de vários AINE pode aumentar o risco de desenvolvimento de úlceras e hemorragias gastrointestinais através de um efeito sinérgico (ou seja, os seus efeitos aumentam quando tomados concomitantemente). Não se recomenda a administração concomitante de meloxicam e de outros AINE (ver secção “Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor”). 

Informe o seu médico se estiver a tomar ou tiver tomado algum dos seguintes medicamentos:

  • Corticosteróides (por exemplo, utilizados para tratar inflamação ou reacções alérgicas): Aumento do risco de ulceração ou hemorragia gastrointestinal (ver secção “Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor”).
  • Medicamentos para tratar a pressão arterial alta como diuréticos, Inibidores da Enzima de Conversão da Angiotensina (IECA), Antagonistas da Angiotensina II (AAII) e outros fármacos anti-hipertensores (ex.b- Bloqueantes): Os anti-inflamatórios não esteróides (AINE) podem diminuir a eficácia dos diuréticos assim como de outros medicamentos anti-hipertensores. 
  • Anticoagulantes ou heparina administrados em idosos ou em doses curativas: Existe um risco aumentado de hemorragia. Os AINE podem aumentar os efeitos de anticoagulantes, tais como a varfarina. Não se recomenda a administração concomitante de AINE e de anticoagulantes ou heparina administrados em idosos ou em doses curativas (ver secção “Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor”). Nos casos restantes de utilização da heparina, é necessária precaução devido a um risco aumentado de hemorragia. (ver secção “Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor”). É, portanto, necessária uma cuidada vigilância no caso de ser impossível evitar esta medicação concomitante.
  • Anti-agregantes plaquetários (medicamentos que evitam a formação de coágulos no sangue): Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal
  • Inibidores selectivos da recaptação da serotonina (medicamentos utilizados no tratamento da depressão): Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal 
  • Ciclosporina e tacrolímus (medicamentos utilizados após transplante de órgãos ou para doenças de pele graves, artrite reumatóide ou síndrome nefrótico): podem potenciar a toxicidade renal
  • Mulheres que utilizem dispositivos intra-uterinos (DIU): Diminuição da eficácia dos dispositivos intra-uterinos com a administração concomitante com AINE
  • Lítio (medicamento utilizado para tratar distúrbios de humor): Os AINE aumentam os níveis sanguíneos de lítio que podem atingir valores tóxicos 
  • Metotrexato (utilizado no tratamento de tumores ou doenças de pele graves não controladas e artrite reumatóide) 
  • Colestiramina (utilizada para diminuir os níveis de colesterol) 

Não foram detectadas quaisquer interacções farmacocinéticas clinicamente significativas entre fármacos no que diz respeito à administração concomitante de antiácidos, cimetidina e digoxina.

Gravidez e aleitamento

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento

Gravidez

É aconselhável evitar a administração de meloxicam durante os dois primeiros trimestres de gravidez. Se o meloxicam for utilizado em mulheres que tentam engravidar ou durante o primeiro e segundo trimestre de gravidez, a dose deve ser a mais baixa possível e a duração do tratamento a mais curta possível.

Durante os últimos três meses da gravidez, está contra-indicada a toma de Meloxicam Melpor porque todos os inibidores da síntese de prostaglandinas podem expor o feto a toxicidade cardio-pulmonar

(hipertensão pulmonar com encerramento prematuro do canal arterial) e a toxicidade renal, ou inibir as contracções uterinas. 

Aleitamento

Os AINE estão presentes no leite materno. Não se recomenda a administração de Meloxicam Melpor em mães a amamentar.

Condução de veículos e utilização de máquinas 

Não existem estudos específicos sobre estes efeitos. Contudo, quando ocorrem distúrbios visuais, sonolência, vertigens ou outros distúrbios do sistema nervoso central é aconselhável evitar a condução e utilização de máquinas.

Informações importantes sobre alguns componentes de Meloxicam Melpor 

Meloxicam Melpor contém lactose mono-hidratada. Se foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, contacte-o antes de tomar este medicamento.

 

3. Como tomar Meloxicam Melpor

Tomar Meloxicam Melpor sempre de acordo com as indicações do médico. Fale com o seu médico ou farmacêutico se tiver dúvidas.

A dose diária total deverá ser administrada por via oral, numa única toma, com água ou outro líquido, durante uma refeição.

Exacerbações de osteoartroses:

7,5 mg/dia (um comprimido de 7,5 mg). Se for necessário, e no caso de não se produzir nenhuma melhoria, a dose pode ser aumentada para 15 mg/dia (2 comprimidos de 7,5 mg ou 1 comprimido de 15 mg).

Artrite reumatóide, espondilite anquilosante:

15 mg/dia (2 comprimidos de 7,5 mg ou 1 comprimido de 15 mg). 

(Ver também “Grupos com patologias especiais”)

Dependendo da resposta terapêutica, a dose pode ser reduzida para 7,5 mg/dia (1 comprimido de 7,5 mg).

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas.

NÃO ULTRAPASSAR A POSOLOGIA DE 15 mg/dia.

Grupos com patologias especiais

Doentes idosos e doentes com risco agravado de reacções adversas:

A dose recomendada para o tratamento a longo prazo da artrite reumatóide e da espondilite anquilosante nos doentes idosos é de 7,5 mg por dia. Os doentes com risco agravado de reacções adversas devem iniciar o tratamento com 7,5 mg por dia (Ver secção “Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor”)

Insuficiência renal:

Em doentes com insuficiência renal grave submetidos a diálise, a dose não deverá ser superior a 7,5 mg por dia. Não é necessário ajustar a dose nos doentes com insuficiência renal ligeira a moderada (ou seja, doentes com uma depuração de creatinina superior a 25 ml/min).

No caso dos doentes com insuficiência renal grave não submetidos a diálise, ver secção “Não tome Meloxicam Melpor”.

Insuficiência hepática:

Não é necessário ajustar a dose nos doentes com insuficiência hepática ligeira a moderada. 

No caso dos doentes com insuficiência hepática grave, ver secção “Não tome Meloxicam Melpor”.

Crianças

Meloxicam Melpor não deve ser utilizado em crianças com idade inferior a 16 anos.

Se tomar mais Meloxicam Melpor do que deveria 

Os sintomas após sobredosagem aguda por AINE são normalmente limitados a falta de energia (letargia), sonolência, náuseas, vómitos e dor na zona do estômago (epigástrica), sendo geralmente reversíveis com tratamento de suporte. Pode ocorrer hemorragia gastrointestinal. De uma intoxicação grave podem resultar hipertensão, insuficiência renal aguda, disfunção hepática, depressão respiratória, perda de consciência (coma), convulsões, colapso da circulação sanguínea (colapso cardiovascular) e paragem cardíaca. Têm sido descritas reacções alérgicas imediatas (anafilactóides) com ingestão de doses terapêuticas de AINE e que poderão ocorrer após uma sobredosagem.

Em caso de sobredosagem, é necessário prestar aos doentes cuidados de suporte e sintomáticos. 

Caso se tenha esquecido de tomar Meloxicam Melpor 

Não tome uma dose a dobrar para compensar uma dose que se esqueceu de tomar

Quando for omitida uma ou mais doses, o doente deve continuar o tratamento de acordo com o esquema estabelecido.

Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico. 

 

4. Efeitos secundários possíveis 

Como todos os medicamentos, Meloxicam Melpor pode causar efeitos secundários, no entanto estes não se manifestam em todas as pessoas.

Os efeitos indesejáveis podem ser minimizados utilizando a menor dose eficaz durante o menor período de tempo necessário para controlar os sintomas. 

Na sequência do tratamento com AINE, podem ocorrer alguns efeitos indesejáveis:

  • Gastrointestinais: os eventos adversos mais frequentemente observados são de natureza gastrointestinal. Podem ocorrer (em particular nos idosos) úlceras pépticas, perfuração ou hemorragia gastrointestinal potencialmente fatais (ver secção “Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor”), náuseas, indigestão (dispepsia), vómitos, presença de sangue nas fezes ou no vómito (hematemeses), flatulência, dor abdominal, diarreia, obstipação, fezes negras devido a hemorragia do tracto gastrointestinal (melenas), estomatite aftosa, agravamento de colite ou doença de Crohn (ver secção “Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor”). Menos frequentemente têm vindo a ser observados casos de gastrite.
  • Cardiovasculares: Têm sido notificados casos de retenção de fluidos (edema), hipertensão e insuficiência cardíaca durante o tratamento com AINE.

Os medicamentos anti-inflamatórios não esteróides tais como Meloxicam Melpor podem estar associados a um pequeno aumento do risco de ataque cardíaco (enfarte do miocárdio) ou AVC, particularmente quando administrados em doses elevadas e em tratamento prolongado (ver secção “Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor”).

  • Cutâneos: Reacções bolhosas incluindo síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (muito raro).

Relativamente ao meloxicam, em particular:

Têm sido notificados casos de inchaço provocado pela retenção de fluidos (edema), hipertensão e insuficiência cardíaca, em associação com a terapêutica com AINE.

As frequências dos efeitos secundários abaixo indicados baseiam-se nas ocorrências correspondentes de acontecimentos adversos notificados nos ensaios clínicos.

Muito frequente: afecta mais de 1 doente em 10

  • Indigestão (dispepsia)
  • Náuseas
  • Vómitos
  • Dores abdominais
  • Obstipação
  • Flatulência
  • Diarreia

Frequente: afecta 1 a 10 doentes em 100

  • Dores de cabeça (cefaleia)

Pouco frequente: afecta 1 a 10 doentes em 1000

  • Anemia
  • Reacções alérgicas (não anafilácticas ou anafilactóides)
  • Tonturas
  • Vertigens
  • Sonolência
  • Aumento da pressão arterial
  • Vermelhidão temporária da face e do pescoço (ruborização)
  • Hemorragias gastrointestinais ocultas ou macroscópicas
  • Inflamação da boca (estomatite)
  • Inflamação do estômago (gastrite)
  • Eructação (expulsão de gases proveniente do estômago pela boca) 
  • Perturbação transitória no teste da função hepática [por exemplo, aumento das enzimas do fígado (transaminases) ou da bilirrubina]
  • Comichão (prurido)
  • Erupções cutâneas
  • Inchaço súbito da pele ou mucosas, tal como inchaço à volta dos olhos, face, lábios, boca ou garganta (angioedema)
  • Alterações nos testes laboratoriais que investigam a função renal (por exemplo, aumento da creatinina ou da ureia)
  • Retenção de água, sódio e potássio
  • Retenção de líquidos (edema), incluindo dos membros inferiores

Raro: afecta 1 a 10 doentes em 10000

  • Diminuição das células sanguíneas (leucocitopénia; trombocitopénia)
  • Distúrbios de humor, insónias e pesadelos
  • Distúrbios visuais, incluindo visão turva
  • Inflamação do olho ou da pálpebra (conjuntivite)
  • Zumbido nos ouvidos (tinido)
  • Batimentos cardíacos acelerados (palpitações)
  • Início de crises de asma em certos indivíduos alérgicos ao ácido acetilsalicílico ou a outros AINE
  • Inflamação do intestino grosso (colite)
  • Úlcera gastroduodenal [As úlceras pépticas, a perfuração ou a hemorragia gastrointestinal susceptíveis de ocorrer podem por vezes ser graves, em especial nos idosos (ver Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor)]
  • Inflamação do esófago (esofagite)
  • Reacções cutâneas graves com formação de bolhas ou destacamento da pele (Síndroma de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica)
  • Urticária

Muito raro: afecta menos de um doente em 10000

  • Perda de determinados tipos de glóbulos brancos (agranulocitose)
  • Perfuração gastrointestinal
  • Inflamação do fígado (hepatite)
  • Reacções cutâneas bolhosas, como eritema multiforme
  • Insuficiência renal (ver Tome especial cuidado com Meloxicam Melpor)
  • Desconhecido: a frequência não pode ser calculada a partir os dados disponíveis
  • Reacções alérgicas súbitas e graves (anafiláctica/anafilactóide)
  • Confusão
  • Desorientação
  • Reacções de fotossensibilidade
  • Foram referidos casos isolados de perda de determinados tipos de glóbulos brancos (agranulocitose) nos doentes tratados com meloxicam e outros fármacos com acção potencialmente inibitória, depressora ou destrutiva da medula óssea (mielotóxicos) (ver secção “Ao tomar Meloxicam Melpor com outros medicamentos”).

Foram ainda notificados os seguintes efeitos secundários causados por medicamentos anti-inflamórios não-esteróides (AINE), mas ainda não notificados após toma de meloxicam: casos muito raros de alterações na estrutura do rim, resultando em insuficiência renal aguda como casos muito raros de inflamação dos rins (nefrite intersticial), morte de algumas células renais (necrose tubular aguda e necrose papilar), presença de proteína na urina (síndrome nefrótico com proteinúria).

Se algum dos efeitos secundários se agravar ou se detectar quaisquer efeitos secundários não mencionados neste folheto, informe o seu médico ou farmacêutico. 

 

5. Como conservar Meloxicam Melpor 

Conservar a temperatura inferior a 30º C. Conservar na embalagem de origem para proteger da humidade.

Manter fora do alcance e da vista das crianças. 

Não utilize Meloxicam Melpor após o prazo de validade impresso na embalagem exterior, após VAL. O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado. 

Os medicamentos não devem ser eliminados na canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos de que já não necessita. Estas medidas irão ajudar a proteger o ambiente. 

 

6. Outras informações 

Qual a composição de Meloxicam Melpor  

  • A substância activa é o meloxicam.
  • Os outros componentes são: citrato de sódio di-hidratado, lactose mono-hidratada, celulose microcristalina, povidona, sílica coloidal anidra, carboximetilamido sódico, estearato de magnésio.

Qual o aspecto de Meloxicam Melpor e conteúdo da embalagem  

Meloxicam Melpor apresenta-se na forma de comprimidos redondos, de cor amarelo pálido. Os comprimidos de 15 mg são ranhurados. 

Embalagens contendo 20 e 60 comprimidos doseados a 7,5 mg e 15 mg de meloxicam.

É possível que não sejam comercializadas todas as apresentações.

 

Titular da Autorização de Introdução no Mercado e Fabricante

Titular da Autorização de Introdução no Mercado

SIDEFARMA - Sociedade Industrial de Expansão farmacêutica, S.A.
Rua da Guiné, n.º 26
2689-514 Prior Velho
Portugal

Fabricantes

Meloxicam Melpor 7,5 mg Comprimidos

Labialfarma – Laboratório de Produtos Farmacêuticos e Nutracêuticos, S.A.
Felgueira, Mortágua
3450-336 Sobral de Mortágua
Portugal

SIDEFARMA - Sociedade Industrial de Expansão farmacêutica, S.A.
Rua da Guiné, n.º 26
2689-514 Prior Velho
Portugal

Meloxicam Melpor 15 mg Comprimidos

Labialfarma – Laboratório de Produtos Farmacêuticos e Nutracêuticos, S.A.
Felgueira, Mortágua
3450-336 – Sobral de Mortágua
Portugal

OM Pharma, S.A.
Rua da Indústria, nº 2
Quinta Grande
2610-088 Amadora

SIDEFARMA - Sociedade Industrial de Expansão farmacêutica, S.A.
Rua da Guiné, n.º 26
2689-514 Prior Velh
Portugal

 

Este folheto foi aprovado pela última vez em Dezembro de 2012